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Mais de mil casos de sarampo já foram registrados no Brasil em 2018

Por Fernanda Maestro PIRANOT / PORJUCA Publicado em 07/08/2018, 15:43 - Atualizado em 07/08/2018, 15:48

Segundo o Ministério da Saúde, até a quarta-feira (01/08/2018), 742 casos da doença foram confirmados no Amazonas e 280 em Roraima. Além disso, alguns casos isolados e relacionados à importação do vírus foram identificados nos Estados de São Paulo (1), Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (13), Rondônia (1) e Pará (2).

De acordo com o MS o genótipo do vírus (D8), identificado no País, é o mesmo que circula na Venezuela.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário ao Estado. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.

A doença

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. Em algumas partes do mundo, a doença é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade.

Principais sintomas

  • Febre alta, acima de 38;
  • Dor de cabeça;
  • Manchas vermelhas, que surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas, e, em seguida, se espalham pelo corpo
  • Tosse;
  • Coriza;
  • Conjuntivite;
  • Manchas brancas que aparecem na mucosa bucal conhecida como sinal de koplik.

Tratamento

Não existe tratamento específico para o sarampo. É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. O tratamento profilático com antibiótico é contraindicado.

Para os casos sem complicação, manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional que apresentavam antes do sarampo. Complicações como diarreia, pneumonia e otite média devem ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Prevenção

A vacinação contra o sarampo é a única maneira de prevenir a doença.

Campanha

Neste ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo será realizada entre 06 e 31 de agosto, sendo o dia 18 de agosto o da mobilização nacional – o ‘Dia D’. Nesta campanha as crianças devem ser levadas aos serviços de saúde mesmo que tenham sido vacinadas anteriormente.

As vacinas estão disponíveis nos mais de 36 mil postos de vacinação do país de acordo com as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Mais de mil casos de sarampo já foram registrados no Brasil em 2018 2018-08-07T15:48:36+00:00

Febre Maculosa mata 17 pessoas no estado de São Paulo este ano

Por Fernanda Maestro PIRANOT / PORJUCA Publicado em 03/08/2018, 10:48 - Atualizado em 03/08/2018, 10:48

A doença que já causou, somente este ano, 17 mortes no estado de São Paulo, é transmitida pelo carrapato estrela, espécie achada em áreas com cavalos e bois, mas o animal preferido do carrapato é a capivara.

Os sintomas da Febre Maculosa se manifestam em até duas semanas após a picada do carrapato. A pessoa infectada apresenta febre súbita, dor de cabeça, dores no corpo, manchas vermelhas na pele e lesão no local onde o parasita ficou alojado. Segundo o Ministério da Saúde, quanto antes a pessoa for diagnosticada, maiores são as chances de cura. O diagnóstico é feito por exame de sangue e a demora para identificar a doença pode provocar complicações graves e levar à morte.

No Brasil, a doença ocorre predominantemente nas regiões Sudeste e Sul e, de acordo com o ministério, nas áreas onde estão ocorrendo casos já foram adotadas as medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como avisar as unidades de saúde locais e colocar placas de alerta à população. Também houve a capacitação de 550 profissionais da área de vigilância epidemiológica e vigilância de ambientes para identificar áreas reconhecidamente endêmicas.

Recomendações:

Nos casos de contato com áreas com presença de carrapatos, recomenda-se o uso de mangas longas, botas e calça comprida com a parte inferior colocada para dentro das meias. O uso de roupas de cor clara facilita a visualização dos carrapatos. As peças de roupas devem ser lavadas em água fervente.

Tratamento:

O tratamento é feito com antibióticos que, em caso de suspeita, devem ser prescritos imediatamente, mesmo antes da confirmação laboratorial do caso. Não é recomendada a terapia com antibióticos para indivíduos sem sintomas que tenham sido recentemente picados por carrapatos.

Febre Maculosa mata 17 pessoas no estado de São Paulo este ano 2018-08-03T10:48:59+00:00

Médicos britânicos alertam sobre superbactéria transmitida sexualmente

Por Assessoria de imprensa Publicado em 18/07/2018, 10:14 - Atualizado em 18/07/2018, 10:14

A Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV (BASHH, na sigla em inglês) acendeu a luz de alerta para uma infecção sexualmente transmissível que se alastra pelo mundo, tratada como “superbactéria”. A contaminação da Mycoplasma genitalium (MG) ocorre em relações sexuais sem o uso de preservativo.

Por ser uma doença ainda pouco conhecida, nem sempre há testes para diagnóstico preciso e também medicamentos específicos. As informações sobre a superbactéria estão sendo reunidas e analisadas.

Um estudo divulgado pela BASHH alerta que, se medidas urgentes não forem tomadas, a MG pode se tornar uma “superbactéria” em dez anos. Atualmente, uma em cada 100 pessoas infectadas pode não responder ao tratamento.

Segundo a análise, os dados preocupam porque a não reação ao tratamento pode levar até 3 mil mulheres por ano a terem doença inflamatória pélvica (DIP) causada por MG e com risco de infertilidade.

Características

A “superbactéria” provoca sintomas semelhantes aos da clamídia – doença sexualmente transmissível também por bactéria que provoca dores, inflamação pélvica e corrimento -, mas é mais resistente ao tratamento e, se não tratada, pode levar à infecção da órgãos reprodutivos e causar infertilidade.

Há, ainda, mais semelhanças entre a contaminação por Mycoplasma genitalium (MG) e outras doenças sexualmente transmissíveis. No caso do homem, provoca ardência ao urinar e secreção, além de inflamação dos órgãos internos.

Nas mulheres, a superbactéria provoca dor ao urinar, inflamação de órgãos internos, secreção e infertilidade, em situações mais graves.

De acordo com especialistas, homens e mulheres correm risco de serem contaminados pela MG quando fazem sexo desprotegido, no caso, sem o uso de preservativo. A contaminação pode ocorrer por via oral, vaginal e anal.

Prevenção e Tratamento

O estudo informa que 72% dos especialistas em saúde sexual disseram que é preciso mudar as práticas sexuais para se tornem mais seguras. No caso, recomendam um alerta das autoridades públicas sobre as ameaças do avanço da superbactéria.

O porta-voz da BASHH, Paddy Horner, afirmou que a MG é tratada com antibióticos, mas até recentemente não havia testes disponíveis para diagnosticar a doença. Segundo ele, houve situações de diagnóstico e tratamento equivocados.

Para elaboração do estudo, foram ouvidos 169 especialistas em saúde sexual que atuam no Reino Unido. Entre as recomendações apresentadas estão o melhor controle da resistência aos antibióticos, a busca pelo diagnóstico mais preciso, a redução de custos do tratamento e o acompanhamento.

Médicos britânicos alertam sobre superbactéria transmitida sexualmente 2018-07-18T10:14:52+00:00

Temperaturas baixas podem aumentar risco de mortes por AVC

Por Assessoria de imprensa Publicado em 29/06/2018, 15:10 - Atualizado em 29/06/2018, 15:10

O número de mortes por acidente vascular cerebral (AVC) pode ser maior com a queda de temperatura. Essa conclusão foi tirada de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Católica de Santos (Unisantos), que registraram a fatalidade principalmente entre a população com mais de 65 anos.

A iniciativa partiu da análise dos dados de estações meteorológicas combinados com os de mortalidade na cidade de São Paulo entre 2002 e 2011. O estudo teve auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

“Nos Estados Unidos, país de clima temperado onde os invernos são gelados, foi estabelecida uma relação entre o aumento na mortalidade por AVC e as máximas e mínimas de temperatura. No caso do Brasil, mesmo entre as populações das regiões Sul e Sudeste, de clima subtropical, ainda não havia sido realizado um estudo semelhante”, afirma o médico Alfésio Luís Ferreira Braga, professor da Unisantos e coautor da pesquisa.

No Brasil, doenças crônicas são responsáveis pela maior parte das mortes entre homens e mulheres, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares. Quanto a estas últimas, o AVC é a principal causa de morte, sendo responsável por 10% de todas elas.

Metodologia

Por meio da coleta de número do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade no Município de São Paulo (PRO-AIM), a geógrafa Priscila Venâncio Ikefuti revelou a ocorrência de 55.633 casos de mortalidade por AVC na capital entre o período selecionado. A pesquisa foi coordenada por Ligia Vizeu Barrozo, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

O estudo utilizou a temperatura média, em vez da mínima e máxima. Na capital, durante o período analisado, os termômetros marcaram foi de 21 ºC, variando de 15 ºC a 25 ºC, dependendo da estação do ano. A coleta diária das partículas do ar foi feita nas 14 estações de mediação de poluentes da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) espalhadas pela cidade.

A reunião de todos esses dados permitiu que Ikefuti montasse estatísticas. Os resultados concluíram que temperaturas mais baixas (abaixo de 15 ºC) foram consideradas estatisticamente mais significativas para mortalidade por AVC do que temperaturas mais altas (acima de 22 ºC).

Resultados

Para a geógrafa, durante início do estudo a equipe imaginava que a variabilidade acentuada de temperaturas (tanto para o frio quanto para o calor) apresentaria resultados semelhantes para a ocorrência de mortes por AVC. “Não foi o que ocorreu. No caso do AVC hemorrágico, o frio é um fator muito mais importante, especialmente entre as mulheres”, disse.

O acidente também é mais comum entre os idosos devido à diminuição do metabolismo na terceira idade. Em resposta a mudanças nas temperaturas, os idosos têm menor capacidade de manter a homeostase, ou seja, de regular o metabolismo de modo a manter constantes as condições fisiológicas necessárias à vida.

“Nosso estudo contribui para a compreensão do impacto da temperatura sobre a mortalidade por AVC em um país tropical, onde a temperatura não seria, supostamente, um fator de preocupação para risco de AVC. O trabalho comprovou que, pelo menos na cidade de São Paulo, este não é o caso”, finaliza Braga.

Temperaturas baixas podem aumentar risco de mortes por AVC 2018-06-29T15:10:37+00:00

Unicamp conta com centro especializado em saúde bucal infantil

Por Assessoria de imprensa Publicado em 29/06/2018, 14:13 - Atualizado em 29/06/2018, 14:13

Gravidez é um momento bastante especial na vida de qualquer mãe. Ao mesmo tempo, é uma fase que requer muita responsabilidade e paciência. Alguns cuidados são essenciais antes e depois do nascimento, como a saúde bucal do bebê.

Diante disso, a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp realiza o acompanhamento da mãe e da criança desde o começo. Realizado no Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Crianças Especiais (Cepae), os serviços têm como finalidade oferecer assistências que vão além dos cuidados exclusivos dos dentes.

Trata-se de um projeto humanizado que envolve profissionais de diferentes áreas do conhecimento. Desde 2016, a seleção destes participantes se dá dentro do curso de especialização oferecido pelo Centro. “A cada ano, amplia o interesse de gestantes e também de profissionais preocupados em se especializar pelo projeto”, afirma a professora Luciana Guerra, coordenadora do centro.

A fonoaudióloga Gleice Colombari é doutora em fisiopatologia pela USP e, mesmo com bagagem em aleitamento materno hospitalar, procurou o curso do Cepae para se especializar em odontopediatria. “Eu me encantei e tomei a decisão de participar da especialização e do projeto. Tem sido sensacional”, conta.

Ela faz parte do Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno (Geami), para ajudar na parte de sucção, mastigação, manejo de aleitamento materno, auxílio de ordenha, lactação e translactação, se necessário.

Tanto Gleice como os demais profissionais do Centro já conquistaram muitas mães de Piracicaba e região. Alcione Maria Pimpinato é uma delas que considera a atenção do Cepae à dentição primordial durante a gravidez e a amamentação.

“Este projeto é muito importante para a comunidade. Eles nos recebem aqui, pessoas que eles nem conhecem, e nos acompanham até a criança completar 5 anos de idade. Só temos a agradecer”, ressalta a mãe de Laura, de quase dois anos, que ainda não deixou de mamar no peito.

O programa ainda tem um importante papel de capacitação de alunos de graduação e pós para atuarem na área. Segundo a coordenadora Luciana, muitos dentistas procuram o Cepae para informar que estão aplicando a integralidade nos postos de saúde onde atuam. “Não vemos o ser humano somente como uma boca”, completa.

Quem tem a oportunidade de fazer estágio no Cepae conhece várias abordagens sobre o assunto. A ideia é fazer com que todos olhem a criança de como um todo, bem como orientem as mães em relação ao que pode ser melhorado.

Júlia Dias Silvestre é estudante de odontologia e faz estágio no Centro. Para ela, esta é uma oportunidade para desenvolver pesquisas de alta qualidade, publicar artigos e participar de eventos da área.

“A gente consegue visualizar os inúmeros problemas e questões da família, principalmente na primeira infância, que a gente acompanha o lado psicológico, nutricional e tudo que podemos ajudar esta criança a entrar, a partir dos 5 anos, com o máximo das doenças prevenidas”, acrescenta.

O Cepae realiza esse atendimento há 20 anos. No total, registra 400 atendimentos por mês. Com esse trabalho multidisciplinar, a entidade procura constantemente criar essa harmonia entre a sociedade e a academia.

Unicamp conta com centro especializado em saúde bucal infantil 2018-06-29T14:13:30+00:00

Mitos e verdades: até quando a alimentação influencia em gripes e resfriados?

Por Assessoria de imprensa Publicado em 21/06/2018, 15:38 - Atualizado em 21/06/2018, 17:21

O inverno está chegando e você precisa saber o que deve ou não fazer para ficar protegido ou se recuperar rapidamente

Foto: Divulgação

Será que tomar uma dose de rum é bom para combater a gripe? E o xarope tradicional com limão e mel? Tem como prevenir um resfriado consumindo mais suco de laranja? Com a chegada do inverno várias dúvidas como estas surgem. Mas o fato é que: sim, bons alimentos são um caminho seguro para prevenção contra gripes e resfriados. Até porque se manter saudável afasta várias doenças. “Alimentos ricos em vitaminas A e C ajudam na imunidade. Quanto mais forte o organismo estiver (e isso quem garante é uma alimentação adequada) mais preparado à pessoa ficará para combater os microorganismos.

Então anote aí as dicas para passar o inverno sem ficar de cama:

Laranja, limão, acerola, frutas realmente ajudam na prevenção?

Sim, a vitamina C encontrada nesses alimentos tem como principal função promover a imunidade, combatendo microrganismos e estruturas estranhas ao corpo.

Canja de galinha ajuda na recuperação da gripe?

Quando estamos doentes, uma alimentação mais leve nos ajuda na recuperação. Uma sopinha sempre vai bem, principalmente se tratando de gripes e resfriados que são mais comuns em tempo de frio. Na canja, possuímos alguns legumes ricos também em vitamina A e C, é o caso da cenoura e batata.

Conhaque com limão ajuda a melhorar a dor de garganta? Ou pinga com limão?

Bebida alcoólica nunca é alternativa para tratamento de doenças. Desaconselho qualquer tipo de bebida para esta finalidade.

Chás podem ser bons aliados?

Chás devem fazer parte da alimentação diariamente em todas as épocas, exceto gestantes e crianças com menos de 6 meses e após 6 meses somente com indicação de nutricionista e pediatra. As ervas possuem funções expectorantes, protetoras, antioxidantes e anti-inflamatórias. Use gengibre, limão, alho, canela, própolis, romã.

Leite quente com canela ajuda na dor de garganta?

As bebidas ou alimentos aquecidos geralmente dão uma sensação de bem estar nestes momentos. A canela possui propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas. Lembrando que a dor de garganta pode ser multifatorial, neste caso estamos nos referindo ao incomodo em resfriados!

Mel é um alimento que pode combater gripes e resfriados?

Sim, mas o mel tem quase a mesma quantidade de calorias do açúcar e, por isso, deve ser consumido com moderação. Diabéticos e crianças menores de 2 anos não devem consumir. Escolha um mel de boa procedência, puro, sem misturas. Associe o mel com chás para auxiliar.

Coloque na alimentação em dias frios!

· Muita água, chás e sucos
· Fígado
· Ovos
· Óleos de peixes
· Cenoura
· Espinafre
· Manga
· Mamão
· Abóbora
· Laranja
· Morango
· Limão
· Acerola
· Caqui
· Tomate
· Goiaba
· Couve
· Abacaxi
· Kiwi
· Tangerina
· Brócolis

Mitos e verdades: até quando a alimentação influencia em gripes e resfriados? 2018-06-21T17:21:43+00:00

Unicamp cria diagnóstico de fibrose cística com maior precisão

Por Assessoria de imprensa Publicado em 15/06/2018, 17:37 - Atualizado em 15/06/2018, 17:37

Um grupo de pesquisadores da Unicamp desenvolveu um método não invasivo de diagnóstico de fibrose cística. A doença, que gera desequilíbrio na concentração de cloro e sódio nas células produtoras de secreções do corpo, poderá ser descoberta através de um procedimento mais simples e preciso de coleta de amostras biológicas.

Priscila Micaroni Lalli

De acordo com estimativas da Cystic Fibrosis Foundation, cerca de 70 mil pessoas no mundo vivem com a fibrose. O principal sintoma é a produção de muco exageradamente espesso, que não é devidamente eliminado pelo organismo e se acumula em diversos órgãos, como pulmões, pâncreas, fígado e intestino.

Até então, os testes para descobrir se uma pessoa tem ou não a doença são feitos por meio de procedimentos caros, demorados e realizados em laboratórios especializados de genética molecular, uma vez que é necessário reconhecer mutações de genes desde o nascimento.

Um segundo teste também pode diagnosticá-la com base nas análises de concentração de cloro no suor do paciente. No entanto, ele pode causar desconforto, sobretudo, para bebês e crianças. Isso porque o procedimento induz a transpiração da pele do antebraço por meio da aplicação de uma substância no local seguida de uma corrente elétrica para estimular a sudorese.

Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o trabalho dos pesquisadores chegou a ser publicado em uma revista internacional sobre pediatria.

“Trata-se de uma nova metodologia de rastreamento, capaz de diagnosticar por marcadores de pele a fibrose cística sem necessidade de causar sofrimento ao bebê e de outros processos de coleta de amostras biológicas”, explica Rodrigo Catharino, professor da Unicamp, coordenador do Laboratório Innovare de Biomarcadores e orientador do estudo.

Testagem inédita e patenteada

Uma vez que os testes habituais possuem limitações, os pesquisadores levantaram a hipótese de desenvolver biomarcadores (indicadores químicos do estado da doença) a partir de amostras biológicas da pele.

Para isso, foram selecionados 16 pacientes diagnosticados com fibrose cística, atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Unicamp, e 16 pacientes saudáveis. O intuito foi sobrepor placas de sílica no dorso dessas pessoas por um minuto a fim de extrair moléculas presentes na superfície.

Todas essas amostras foram analisadas a partir da separação de moléculas. Os resultados foram satisfatórios: sete moléculas diferentes foram identificadas nos pacientes com fibrose cística, associadas a disfunções metabólicas observadas na doença, que podem ser marcadores químicos cutâneos.

“Os biomarcadores que identificamos não são somente relacionados à glândula do suor, mas ao desbalanço iônico pelo qual o organismo afetado pela doença passa por conta da mutação genética. Isso faz com que o novo método seja mais específico do que o teste de suor”, disse Cibele Zanardi Esteves, principal autora do estudo.

Os pesquisadores patentearam o método e pretendem aplicá-lo agora para avaliar outras mutações relacionadas à doença para assim ser validado e comercializado. A ideia, desse modo, é que o novo teste possa ser utilizado em casos de recém-nascidos com suspeita de fibrose cística. Será preciso apenas a aplicação da placa recoberta com sílica sobre a pele da criança, sem a necessidade de estimulá-la a suar.

Unicamp cria diagnóstico de fibrose cística com maior precisão 2018-06-15T17:37:45+00:00

Instituto Butantan fabricará vacinas para Hepatite A e tríplice acelular

Por Júnior Cardoso Publicado em 29/03/2018, 15:55 - Atualizado em 29/03/2018, 15:55

A iniciativa foi possível devido ao anúncio da construção de uma nova fábrica de medicamentos que dará espaço para a produção das duas substâncias

Foto: Gilberto Marques/Maquina CW

As vacinas contra hepatite A e a tríplice acelular (dTPa) serão produzidas pela primeira vez no Brasil pelo Instituto Butantan. A iniciativa foi possível devido ao anúncio da construção de uma nova fábrica de medicamentos que dará espaço para a produção das duas substâncias.

Com o registro concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a instituição será um dos quatros produtores mundiais da vacina contra hepatite A e um dos três produtores da vacina contra difteria, tétano e coqueluche.

“Este novo laboratório reafirma a missão do Butantan com as pesquisas, inovação, produção e desenvolvimento de produtos, contribuindo com a saúde pública do país”, diz Dimas Covas, diretor do Instituto. ​

A primeira vacina contra hepatite A é proveniente de uma parceria com a empresa Merck Sharp Dohme, que irá conceder a transferência integral da tecnologia utilizada na fabricação da vacina. O processo será feito em etapas e o Butantan receberá os blocos de produção aos poucos.

“Hoje, o Instituto já oferece essa vacina para o SUS. Mas o processo de produção não é feito totalmente aqui. Nós fazemos o controle e a embalagem antes de distribuir para a rede. Com a parceria e com a absorção da tecnologia, a ideia é conseguir avançar em outras fases da vacina”, explica o gerente de transferência de tecnologia do Butantan, Tiago Rocca.

No caso da tríplice, o processo será um pouco diferente. A parceria com a farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) oferecerá parte da tecnologia de fabricação da vacina. Isso porque o Instituto já possui a ciência de dois dos três elementos presentes na substância.

Segundo Rocca, ela também já está incorporada ao SUS no Brasil. “Hoje a farmacêutica europeia produz cerca de 90% da vacina. A ideia é desenvolver o produto combinando as frações que o Brasil já tem com o que a GSK nos forneceu. Lá na frente teremos um produtor 100% desenvolvido pelo Butantan”, completa.

Ela será, portanto, configurada como um novo produto nacional, uma vez que a instituição de pesquisa deve realizar estudos clínicos dentro do país.

“A produção dessas duas vacinas será extremamente estratégica. Enquanto a hepatite A acomete diversos brasileiros, a vacina contra difteria, tétano e coqueluche tem as gestantes como público-alvo. Com o anúncio da parceria, nós diminuiremos a importação de materiais, teremos autossuficiência de produção e, claro, reduziremos os custos”, finaliza Rocca.

Nova fábrica

O anúncio da construção da nova fábrica foi feito na comemoração do 117º aniversário do Instituto Butantan, no último dia 23 de fevereiro. O projeto prevê a construção de um laboratório de anticorpos monoclonais através da parceria com a farmacêutica Libbs, empresa 100% nacional. Com ele, a instituição irá produzir seis novos medicamentos para o SUS.

A nova unidade será implementada em uma área de 800m² com incentivo de R$ 40 milhões da entidade parceira. Os anticorpos monoclonais serão utilizados para o tratamento de câncer e doenças autoimunes. Assim, o Instituto será capaz de aumentar o acesso ao tratamento de alto custo dessas doenças.

“A melhor maneira de comemorar o aniversário do Butantan é trabalharmos em cima da produção de novas vacinas, novos medicamentos e novas moléculas que possam trazer mais avanços à ciência”, declara o governador Geraldo Alckmin.

A fábrica também oferecerá espaço para a produção das duas vacinas. Ambas necessitam de um ambiente próprio para fabricação que, até então, o Instituto não possuía. O objetivo é utilizar as instalações para conseguir trazer toda a tecnologia concedida pelos laboratórios estrangeiros. É importante ressaltar que a produção das vacinas será independente da dos anticorpos monoclonais.

“O Instituto Butantan é um orgulho da saúde pública nacional e um dos mais modernos e avançados centros de pesquisa científica do mundo. As duas novas vacinas e a fábrica de anticorpos monoclonais reafirmam o compromisso da instituição e do governo paulista em desenvolver imunobiológicos de qualidade para prevenção e tratamento de doenças na rede pública”, completa o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, David Uip.

Instituto Butantan fabricará vacinas para Hepatite A e tríplice acelular 2018-03-29T15:55:09+00:00

Vídeo mostra bebê cheio de formigas dentro de UTI pública

Por Júnior Cardoso Publicado em 26/03/2018, 11:28 - Atualizado em 26/03/2018, 11:28

Foto: Divulgação

Um vídeo feito por funcionários dentro da Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte, denunciou uma incubadora neonatal infestada por formigas, que andam pelo rosto de um recém-nascido entubado.

A denúncia foi feita pela Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), que diz já ter acionado a direção da maternidade. “Absurdo! Recém-nascidos são atacados por formigas na maternidade Odete Valadares. Nos berçários da maternidade, os bebês recém-nascidos que estão em incubadoras estão sendo atacados por formigas existentes no setor”, afirmou a Asthemg.

Ainda segundo o sindicato, as imagens foram feitas rapidamente enquanto um profissional realizava o procedimento para retirar as formigas. Conforme os trabalhadores, o serviço de limpeza diário não tem sido suficiente para evitar as formigas. Tubos e equipamentos de soro também são afetados.

Em nota, a Maternidade Odete Valadares reconheceu a incidência de formigas no Centro de Terapia Infantil (CTI) neonatal e informou que, além da dedetização, foi alterada toda a rotina de limpeza da unidade, do teto ao piso.

Vídeo mostra bebê cheio de formigas dentro de UTI pública 2018-03-26T11:28:38+00:00